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Água e autorresponsabilidade


Faz um bom tempo que me dedico ao estudo e a práticas relacionadas a água. Antes de viver aqui em Piracanga (onde já estou há mais de 7 anos), vivi 7 anos em Institutos de Permacultura, locais nos quais me dediquei a educação em várias áreas : jardinagem, compostagem, tintas naturais, reboco com terra, técnicas de bioconstrução, ecologia doméstica, fitoterapia, alimentação etc. Chegando onde vivo agora comecei a me dedicar inteiramente a água, primeiro por uma demanda local - precisávamos de produtos biodegradáveis para garantir a pureza das nossas águas-, mas a medida que o tempo ia passando mergulhei cada vez mais nesse tema: nuances, subjetividades, estrutura, movimento, tudo fazendo com que eu me aprofundasse mais e mais nessas águas.


Comecei a me perguntar por que este tema estava tão presente em minha vida, e uma das respostas que veio foi a necessidade de encarar de frente todas as minhas emoções e sentimentos, observar toda minha luz e sombras, receber, observar e encarar tudo que a vida me trouxesse. Mas essa resposta ainda não me contemplava completamente, faltava algo e pedi, intencionei do fundo do coração descobrir na profundidade o que as águas estavam querendo me dizer.

E essa resposta veio durante uma vivência sobre água, quando eu mostrava o experimento do arroz (sugerido por Massaru Emoto) onde podemos visualizar o poder das intenções na água, enquanto mostrava o experimento também falava das dimensões nas quais atuamos e nas quais transformamos o mundo:


1. Nosso corpo – que é nosso templo, nosso veículo nesse plano material onde vivemos e através do qual experienciamos esse laboratório no qual estamos para evoluir e aprender a amar.

2. Nossa casa – onde podemos colocar em prática tudo o que acreditamos, todo que é verdadeiro e essencial, nossa alimentação, formas de lidar com os resíduos, onde cuidamos ou não da água, onde percebemos nossos hábitos de consumo, onde nos relacionamos com os mais próximos.

3. Nossa comunidade – como seres sociais estamos sempre em grupos, nesse tempo onde tantas coisas estranhas acontecem e tantas vezes nos sentimos sozinhos e inadequados, é essencial encontrar pessoas com as quais nos identificamos, pode ser o grupo de trabalho, os grupos de autoconhecimento, pode ser até o povo da academia. Ao nos percebermos em comunidade, independente de onde estamos, percebemos que não estamos sozinhos, agindo juntos temos a força potencializada e podemos acessar um poder de manifestação quase ilimitado.

4. Nosso planeta- tudo que fazemos nas três outras dimensões reverbera e tem consequências no planeta como um todo. O que escolho fazer para criar um impacto positivo, regenerativo nesse planeta?


Ao falar das nossas intenções na água, no como a água recebe e potencializa tudo que chega até ela, tive quiçá um dos “insights” mais profundos da minha vida:


“Qualquer pensamento negativo, de não merecimento, de não me sentir capaz, de medo ou de desamor que tenho sobre mim mesma, contamina completamente minhas águas e bloqueia completamente minha possibilidade de manifestar meu propósito e ocupar meu lugar nessa existência e consequentemente de transformar meu corpo, casa, comunidade e planeta“

Essa sentença, essa verdade que veio de um lugar muito profundo de meu ser, reverberou de tal forma no meu corpo que me gerou um sentido muito intenso de Autorresponsabilidade - o tomar consciência em relação às consequências ou resultados dos seus pensamentos, palavras e ações, ir além do jogo de acusações e renunciar a vítima que nos habita. É estar muito atentopara olhar objetivamente para o que fez a energia cair e escolher conscientemente usar todas as ferramentas das quais dispomos para voltar ao fluxo, a presença, a consciência de que qualquer experiência é só uma oportunidade de aprender mais e mais.


Foi nesse momento que compreendi verdadeiramente por que trabalho com água - esse elemento veio para eu perceber meu lugar nesse mundo: por mais que minha história tenha momentos tristes, traumas e eu tenha limitações, nãoexiste nenhum outro ser humano igual a mim nesse planeta, ninguém pode manifestar o que vim manifestar, ninguém mais pode viver a experiência que me propus a viver quando escolhi viver nesse plano.


Isso me leva a sentir um poder e uma responsabilidade gigantesca, a me sentir o ser humano mais importante dessa Terra, não importante no sentido de ser mais ou menos, mas no sentido de que importa o que sou, importam minhas escolhas, importa qualquer pensamento, palavra e ação que passa por mim. Importa por que sou única, sou peculiar, sou um instrumento imprescindível nessa sinfonia orgânica chamada Vida, sou uma centelha divina, um pedacinho do que chamamos de Deus ou divindade.


Quer mais do que isso para amar a vida, honrar essa existência e fazer sua parte? Vamos juntos?


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Consultoria para a Regeneração Planetária

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Foto: João Vianna

Por Juliana Faber | Site desenvolvido com apoio de Paulo Rosa de Castro